ago
31
2010

Priv@cidade

Fotos da família, nome da escola, nome do cachorro, trabalhos da escola, comentários em blogs, vídeos de brincadeira e painel de recados são coisas mais do que comuns no dia a dia de quem usa com frequência a Internet, não?

Sem dúvida esta capacidade de produzir, divulgar e atualizar nossas informações em tempo real com nossos amigos e familiares é muito legal. Esta é apenas uma das milhares de vantagens que a Internet traz para nossas vidas, sem falar nas pesquisas, nos mapas, nos jogos, músicas e filmes. Toda esta gigantesca oferta de coisas legais nem sempre é 100% gratuito. Mesmo os emails, os programas online, os chats e as redes sociais que usamos sem pagar nada geralmente tem um preço: nossa privacidade.
 
Sim, pode parecer muito exagerado, mas naquelas letrinhas pequenas dos “Termos de Uso” que assinamos, correndo e sem ler, antes de fazer algum cadastro na Internet autoriza que as empresas coletem algumas informações sobre nossa vida. De forma resumida, podemos dizer que os Termos de Uso autorizam a coleta das informações que usamos no serviço em questão, seja fotos, emails, comentários, vídeos, planilhas etc. Esta acaba sendo a “forma de pagamento” para aqueles serviços “gratuitos” que nos deixam fazer várias coisas legais sem pagar em dinheiro.  É importante que você preste sempre atenção nas letrinhas pequenas para saber, literalmente, onde está entrando.
 
Como cada vez mais as pessoas divulgam tudo, o que gostam de fazer, onde estão, o que não gostam de fazer e onde pretendem ir, precisamos lembrar que não são apenas os amigos e familiares que terão acesso à tudo isso e, o mais importante: uma vez online…é para sempre.

A perda da privacidade na Internet é um tema em discussão em vários países e não podemos deixar de prestar atenção neste importante debate. No último dia 14 de Agosto o CEO da Google, Eric Schmidt, fez uma declaração bastante polêmica no Wall Street Journal, prevendo que os jovens precisarão mudar de nome quando ficarem adultos para se desfazerem das “travessuras e vacilos” registrados nas redes sociais de seus amigos de juventude.

O que nos assusta neste tipo de declaração é admitir, senão estimular, que os jovens se comportem de forma irresponsável e inconsequente na Internet, como se pudéssemos simplesmente deletar o passado mudando de nome. Além de ser impossível apagar o conteúdo registrado online, mudar de nome não impede que as pessoas sejam reconhecidas pelas fotos, endereço etc. Usar as redes sociais e os fantásticos recursos das Internet exige educação e cidadania pois a Internet é um espaço público, uma praça global na qual as pessoas precisam se comportar com ética.  Se fizermos da Internet apenas um espaço de “pode tudo” ou de “terra de ninguém”, certamente estaremos perdendo uma incrível oportunidade para ampliar a democracia e fortalecer a construção de uma sociedade mais justa com proteção dos Direitos Humanos.

Para os pais que não entendem muito de computador nem de Internet isso tudo fica ainda mais assustador. Os pais da geração A.C (Antes do Computador) precisam estar atentos ao acesso dos filhos a este novo espaço público. O fato de não ter o mesmo conhecimento técnico dos filhos não pode inibir a navegação conjunta. A velha conversa ainda é uma ótima tecnologia.

Criança, jovem, ou melhor idade, não vacile no presente para não comprometer seu futuro na Internet. Navegue com responsabilidade e consciência para manter sua privacidade e sua reputação sempre como motivos de orgulho.

Grande abraço
Equipe SaferNet

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ago
18
2010

Liberd@des

O Brasil está em destaque nas estatísticas sobre intensidade de uso da Internet e celular e isso pode ser muito bom. Cada vez mais brasileiros e brasileiras estão tendo direito de acesso às tecnologias, à informação, à cultura e lazer potencializados pela Internet e demais TIC.
Neste momento especial de tantos programas de ampliação do acesso à Internet é muito importante que tenhamos no Brasil amplos programas de conscientização dos atuais e futuros usuários de Internet. Sem dúvida nenhuma a Liberdade de navegação e uso da rede Internet é um dos princípios básicos para o que chamamos de governança da Internet. Liberdade de expressão, liberdade de seleção dos conteúdos, liberdade de acesso, direito à privacidade e à comunicação livre são alguns dos elementos básicos que precisam ser ensinados à todos que usam e usarão a rede.
Como sempre alertamos, precisamos lembrar que a Internet possibilita um novo tipo de espaço público. Imaginemos uma rua ou uma praça, na qual também temos liberdade para circular e nos expressar. Na rua nossa liberdade de circular de carro, por exemplo, tem vários limites como as faixas, os semáforos, os radares, rodízios etc. Se fizermos uma simples comparação com o mouse da figura acima, precisamos lembrar que também no ciberespaço nossa liberdade precisa respeitar limites, pois como o velho ditado já anuncia: “nossa liberdade termina quando fere a de outros”. O poder do mouse é enorme quando usado indiscriminadamente para ofender, humilhar, intimidar e até mesmo roubar. Muitas pessoas acham que liberdade é sinônimo de “posso tudo” e “terra sem lei”. Apesar de na Internet não termos fronteiras claras, semáforos ou guarda de trânsito, é preciso que respeitemos regras básicas de cidadania para que nossas relações on-line possam ser concretizadas de forma educada e livre, com o mínimo de intermediários.

Quanto menor for a educação dos Internautas para navegar com consciência e respeito, menor será a liberdade que teremos para desfrutar da Internet no futuro próximo. Sabemos que educação sempre é um desafio enorme, principalmente quando buscamos mudar comportamentos. Para ajudar nesta tarefa de promover o uso ético e responsável da Internet no Brasil, respeitando o princípio da liberdade sempre, confira os materiais do www.internetresponsavel.com.br e divulgue. A Internet é e será aquilo que fizermos dela. Vamos nos esforçar para fazer dela um espaço cada vez mais livre e bacana de frequentar.

Freedom

Abraços
Equipe SaferNet
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ago
04
2010

O mundo online

Se formos contar quantas vezes ligamos o computador para começar ou finalizar um trabalho de escola, faculdade, o que seja, e quantas dessas vezes ao invés de fazêlo paramos “apenas 10 minutinhos” para olhar os recadinhos do orkut, vamos perder as contas e o tempo também. As redes sociais se reproduziram, agora não é só o orkut, tem também o facebook,escolher a melhor foto para o fotolog, postar no blog, atualizar o twitter, ver quem colocou posts interessantes no google reader, acompanhar o google buzz, ver aquele vídeo novo no youtube e comentar sobre, acessar o myspace daquela banda nova. São muitas informações para absorver e em pouquíssimo tempo, e nunca dá para saber de tudo, ou de tudo com profundidade.

Defendemos que é muito importante navegar na internet com segurança, confiar e contar para seus pais o se aconteceu algo fora do comum e conhecer o que está “em destaque” na web, como as diversas redes sociais que pipocam por ai. Porém, além delas tem também muitos portais de noticias e blogs acadêmicos, de esportes, sobre entretenimento, moda, comportamento, ou com dicas de leitura, entre vários outros, para você escolher, visitar, ler e colocar entre os seus favoritos.Como dissemos no primeiro parágrafo: são muitas informações.

E fora desse mundo tem também a família (não é aquela que você constrói no The Sims), os amigos, a escola, faculdade, o time de futebol, o curso de espanhol e as brincadeiras de rua, a questão é saber administrar o seu tempo de maneira que consiga fazer tudo: navegar na internet,estudar, ler, se divertir, jogar e descansar. Precisa de muito jogo de cintura e correr contra as horas,mas conseguese,afinal é possível estudar navegando na web,pesquisando sobre aquele autor que a professora citou ao final na aula, ou se divertir jogando o winning eleven.

Sabendo de tudo isso a SaferNet criou a cartilha Saferdic@s que orienta tanto os seus pais e seus professores, quanto você, a navegar com ética e segurança, respeitando sempre o seu ritmo e suas prioridades: http://www.safernet.org.br/site/prevencao/cartilha/saferdicas

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jul
21
2010

Equilíbrio possível entre Privacidade e Proteção

O que fazer para proteger crianças e adolescentes online? Como não ser chato e invasivo ao tentar colocar limites para a navegação? Como evitar que os adolescentes e a família sejam penalizados pela justiça pelas “brincadeiras online” que viram intimidação e violência (Ciberbullying).

Recentemente dois casos chamaram a atenção. O primeiro nos Estados Unidos quando um adolescente processou sua mãe por invasão de privacidade após ela entrar em seu Facebook. Já no Brasil, a mãe de um adolescente foi responsabilizada pelas ofensas que seu filho fez a outro adolescente online e teve que pagar indenização por danos morais à vítima. Casos como estes, infelizmente, tendem a aumentar em todo o mundo. O grande desafio é conseguir encontrar um equilíbrio possível entre a necessidade de proteção e o respeito aos direitos das crianças e adolescentes.

Não podemos esquecer que o próprio Estatuto da Criança e Adolescente (que completou 20 anos recentemente) prevê o direito à privacidade, mais especificamente:

• Artigo 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.

• Artigo 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

a) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;

b) opinião e expressão;

d) brincar, praticar esportes e divertir-se;

• Artigo 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

Neste aspecto, os pais precisam respeitar o direito das crianças e adolescentes de frequentarem este novo espaço público (o ciberespaço) e possibilitar a preservação de seus espaços pessoais online que devem incluir as redes sociais, blogs e outros espaços de expressão. Outros direitos ainda mais esquecidos são os Direitos Sexuais. Especialmente os adolescentes precisam ter mais oportunidades para expressar, explorar, discutir e conhecer sua própria sexualidade como direito a ser exercido com respeito e cidadania. É preciso sempre lembrar que sexualidade não é sinônimo de sexo. Sexo é a última etapa do desenvolvimento da sexualidade que envolve afeto, curiosidade, conhecimento do próprio corpo, limites para o prazer e respeito do corpo do outro, sempre respeitando cada etapa do desenvolvimento.

• Artigo 71. A criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Aí é que se encontra o maior desafio. Como definir os critérios para respeitar e identificar as etapas do desenvolvimento? Quando começa uma etapa e termina outra? Como categorizar os conteúdos Web de acordo com as faixas etárias? Com a dinâmica da Internet, não é tão fácil definir horários e classificações para cada conteúdo como no cinema ou televisão. Os produtos e serviços disponíveis neste espaço público mundial chamado ciberespaço podem ser acessados sem necessidade de sair da cama, do próprio quarto das crianças e adolescentes.

Ao mesmo tempo, a lei define como dever dos pais a proteção e este “respeito da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento” dentro e fora da Internet. Ainda que o desafio seja muito complexo, acreditamos que a melhor tecnologia disponível para resolvê-lo ainda seja aquela antiga e famosa conversa em família para gerar relações de confiança entre pais e filhos.
 
Acreditamos que o equilíbrio sempre será possível quando pais e filhos, JUNTOS, constroem as regras de forma negociada que permita ampliar progressivamente as liberdades sem omissão e nem repressão.

Na matéria do Fantástico deste último domingo podemos ver dois casos interessantes de famílias que encontraram “seu equilíbrio” para definir as regras de navegação da garotada, confiram.

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jul
14
2010

Cuidado com o que aceita online!

Ol@,

Cada vez mais estamos conectados a redes sociais, comunicadores, contas de email, jogos online e tudo o mais que puder tornar nossa navegação mais divertida e ágil. Isso tudo é genial e traz muitas vantagens para nossa vida no estudo, no trabalho, no lazer e no acesso à cultura.
Porém, como tudo na vida, também há riscos e ameaças nos famosos serviços “gratuitos” na Internet. O fato de não pagarmos para usarmos os principais serviços de redes sociais e comunicadores online não significa que as empresas não recebam nada em troca.

Recentemente o Facebook sofre um gigante ataque de críticas devido ao uso que fez das informações de seus usuários. A empresa realizou um gigantesco banco de dados com o perfil de seus usuários, incluindo informações de sites mais visitados, tipo de assunto preferido, tipo de relacionamentos e todas informações que permitissem detalhar o perfil dos consumidores que usam esta famosa rede social. E qual o problema? O problema todo é que estas informações são consideradas, na maior parte dos países democráticos, informações privadas. Isso significa que a empresa não poderia fazer uso delas sem antes pedir expressa autorização dos usuários.

Aí é que entram elas, as minúsculas e numerosos letrinhas do contrato “Termos de Uso” que ninguém nunca lê e logo clica no “Aceito” para concluir logo seu cadastro no novo serviço de email, comunicador ou rede social na web. É justamente neste texto chato e comprido que estão escritas as “regras do jogo” que aceitamos sem ler autorizando a empresa a fazer milhões de coisas com nossas informações pessoais, dentre outras tantas coisas. Infelizmente, nem tudo é tão “de graça” na Internet como se imagina e diariamente estamos pagando pelos serviços com nossas informações pessoais, detalhes de nossa navegação, nossas preferências e opiniões sobre as pessoas e produtos à venda nas publicidades.

Vender e comprar online não tem nada de errado, muito pelo contrário. O comércio online é super ágil e ajuda muito na pesquisa de preço. O problema é quando as regras do jogo ou não são lidas ou não são totalmente claras. Assim, para saber bem por onde navegas, preste bem atenção nas letrinhas miúdas dos Termos de Uso para não cair nessas armadilhas.

Boa navegação

Grande Abraço,
Equipe SaferNet

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jul
07
2010

Ol@,

Já imaginaram uma lei que define que todo cidadão tem direito Internet Banda Larga em casa de, no mínimo, 1 MB? Acredite, isso aconteceu na Finlândia. O mais surpreendente ainda é saber que mesmo antes da lei ser aprovada 96% das pessoas do país já tinham Banda Larga em suas casas. A lei talvez não vá mudar tanto a realidade, mas muda muito a noção de Internet que deixa de ser apenas “mais uma tecnologia” para ser DIREITO garantido.

No Brasil ainda estamos longe disto apesar dos importantes programas públicos de democratização do acesso como o Plano Nacional de Banda Larga, o Banda Larga nas Escolas e programas de inclusão digital em telecentros.  Hoje o Brasil tem apenas 21% da população com acesso de casa ou do trabalho, de acordo com a última pesquisa da ComScore. O estudo revelou ainda que os usuários da Internet com idade entre 6 e 14 anos somaram 12% do total da população online no Brasil em maio de 2010, passando a maior parte de seu tempo em sites de Entretenimento, Instant Messengers e Redes Sociais.

Os pequenos internautas ainda estão mais concentrados na região sudeste, mas é fato que estamos crescendo muito com as políticas públicas de democratização do acesso á Internet. Outro fator importante é que, finalmente, as políticas públicas começam também a apoiar as iniciativas das Lan Houses como espaços que podem também oferecer acesso qualificado e seguro. Em 2009, 63% dos  internautas com idade entre 10 e 15 anos acessaram via Lan House.

O importante é que todos tenham sim direito ao acesso, mas não simplesmente acesso as maquinas conectadas à Internet. Direito ao acesso no Brasil, na Finlândia ou em qualquer lugar deve ser também direito de acesso às orientações para evitar perigos online e para promover um uso ético deste espaço público planetário chamado ciberespaço.

Grande abraço!

Equipe SaferNet Brasil
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jun
30
2010

Garota de 13 anos chama atenção na blogosfera

Vocês conhecem Tavi Gevinson? Ela é uma garotinha de apenas 13 anos, nascida na cidade de Chicago e já é uma das blogueiras mais famosas no mundo da moda. Sim, 13 anos. Como ela conseguiu? Tevi passa muito tempo conectada e usa sua criatividade postando seus looks excêntricos e ainda comenta sobre o que acha de interessante ou não do universo fashion e escreve também sobre música, cinema e arte. Dessa forma ela chamou atenção de muitos estilistas, como Marc Jacobs que a convidou para sentar na primeira fila do seu desfile em Nova York, tanto pela sua pouca idade, quanto pela sua forma autêntica de postar.
 
O blog da menina é recheado de textos leves e bem humorados, fotos de modelos, fotos suas com as roupas que ela mesma diz customizar, dentre muitas outras coisas. O blog existe desde quando a pequena Tevi tinha 11 anos de idade. Os pais da pequena só foram saber da existência blog, quando ela pediu permissão para ser entrevistada por uma revista. Hoje em dia, o que não falta são entrevistas para Tevi. Suas fotos podem ser vistas sempre nas principais revistas de moda ou em catálogos e jornais, além do seu blog.

Seria muita exposição para uma garota de 13 anos? Ou a geração de hoje está cada vez mais cedo se conectando a internet e exemplos como o de Tevi são apenas consequências disso? O que você acha?

Conheça o blog de Tavi Gevinson: http://www.thestylerookie.com/

Abraços,
Equipe SaferNet

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jun
23
2010

Ol@,

Você sabia que o internauta brasileiro é o que mais acessa sites de relacionamento no mundo? Isso mesmo, a recente pesquisa do Nielsen (http://bit.ly/d2lFu5) mostra que 86% dos internautas brasileiros usam este tipo de site. Sem dúvida esta liderança se deve ao grande sucesso do Orkut no Brasil. Junto com a Índia, o Brasil é o país onde o Orkut lidera entre as redes sociais. Nos outros países do mundo a liderança fica com o Facebook. Até pouco tempo atrás o Orkut no Brasil era proibido para menores de 18 anos devido às próprias regras da Google para o serviço. Sabemos que mesmo assim milhões de crianças e adolescentes brasileiros usavam diariamente esta rede social para brincar, conversar, fazer amigos e até estudar em alguns casos (confira estatística oficial da Google: https://www.google.com/adplanner/planning/site_profile#siteDetails?identifier=orkut.com&geo=BR&trait_type=1&lp=false).

As redes sociais são ótimos meios de socialização e podem favorecer o aprendizado, mas apenas quando seu uso é feito com a devida orientação e acompanhamento dos responsáveis. Quando o próprio serviço alerta que apenas maiores de 18 anos podem usar não deveríamos permitir o desrespeito da regra, mesmo que o serviço por si não fosse perigoso. Regra é regra e devemos respeitar. Quando pais, educadores e toda a sociedade admite que a regra pode ser ignorada, certamente estamos perdendo um dos principais valores da educação.

Recentemente a empresa Google mudou os termos de uso do Orkut para oficializar a permanência de adolescentes a partir de 13 anos. Sabemos que é muito raro um internauta ler todas aquelas letrinha minúsculas que explicam o que pode e o que não pode ser feito no site. Por isso, trazemos aqui, em letras grandes, o que diz a nova regra do Orkut:

“Seu uso do orkut: Você deve ter pelo menos 13 (treze) anos de idade para usar o Orkut. Se você tiver entre 13 (treze) e 18 (dezoito) anos de idade, você declara possuir autorização formal de seus pais ou de seu tutor para aceitar este contrato e de que você é plenamente capaz de compreender e aceitar os termos, condições, obrigações, declarações e garantias estabelecidos no Contrato. Você declara também possuir autorização para conceder a “aceitação dos termos” durante o curso do seu uso do orkut, bem como para se obrigar e cumprir os termos do acordo. Em qualquer caso, você afirma ter mais de 13 (treze) anos, já que o orkut não é destinado a menores de 13 (treze) anos. Se você tiver menos de 13 (treze) anos de idade, você não deve usar o orkut. A Google se reserva o direito de recusar o serviço a qualquer pessoa, a qualquer momento, sem aviso prévio e por qualquer motivo.”

Sabemos também que com mais de 35 milhões de pessoas frequentando esta rede social é inevitável que haja perigos e crimes sendo cometidos neste espaço. Imaginem uma cidade com tanta gente, ou uma praça pública gigante com estes milhões de pessoas passeando. Aproveitando da ingenuidade das crianças e da facilidade de comunicação neste espaço público, muitos criminosos usam as redes para aliciar, chantagear, manipular e até mesmo violentar crianças e adolescentes. Se uma criança, dependendo da idade, ainda não está preparada para andar na rua sozinha, imaginem “andar” neste espaço digital planetário como tantos milhões de pessoas de todo tipo e com todo tipo de conteúdo. Sem dúvida nenhuma as redes sociais podem ser aproveitadas, mas somente quando as crianças estiverem usando com autorização e acompanhamento de seus responsáveis para evitar cair em uma das muitas “armadilhas virtuais”.

Se quiser lembrar quais são as principais dicas para desfrutar das Redes de Relacionamento com segurança, confira mais em:
www.safernet.org.br/cartilha

Continuamos torcendo para que o Brasil lidere não apenas no uso das redes sociais, mas que também possa liderar com os internautas mais educados e cordiais de todo o mundo. Será que conseguimos? Faça sua parte!

Grande abraço
Equipe SaferNet

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jun
16
2010

Ol@,

Hoje gostaríamos de continuar falando de compartilhamento e liberdade na Internet. Como já apontamos, a lógica de compartilhamento do Creative Commons é a cara da Internet livre e aberta. Para manter-nos atualizados sobre esta temática, citamos hoje a matéria sobre o anteprojeto de lei que colocou em discussão a reforma da Lei de Direitos Autorais no Brasil.


Publicado por Gabriela Agustini em 14 de junho de 2010
http://migre.me/Pl4o

Após muita discussão, o governo finalmente publicou nesta segunda-feira, dia 14 de junho, o anteprojeto de lei que altera a Lei de Direitos Autorais (9.610/98). O texto, disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/DireitosAutorais.htm, está aberto em consulta pública para receber propostas dos cidadãos do país até o dia 28 de julho. Para participar, é preciso acessar o endereço: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/, fazer o cadastro no site, e incluir a contribuição.

A necessidade de atualizar a lei se deve à sua inadequação ao contexto atual. Hoje práticas como cópias de textos para fins educacionais, reprodução para preservação de patrimônio cultural e até mesmo passar músicas de um CD comprado numa loja para o próprio Ipod são consideradas ilegais. “Há situações exóticas desse tipo na legislação brasileira atual”, disse o ministro da cultura, Juca Ferreira, durante a sua fala no encerramento do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, promovido pelo MinC no final de abril em São Paulo.

Segundo o novo texto, a arrecadação de direitos autorais passa a ser supervisionada pelo poder público, o jabá torna-se ilegal e o autor precisa determinar por quanto tempo cede o direito de exploração da sua obra a um terceiro. Apesar dos avanços, entraves da manutenção do prazo de proteção do direito autoral por 70 anos após morte do autor e ambiguidades no que se refere às cópias de obras ainda estão no projeto. Por isso, é importante que a sociedade se mobilize e participe desse processo para a democratização e ampliação do acesso ao conhecimento.

E o que você acha disso? Comente e participe deste debate, pois o futuro da Internet também está em jogo.

Abraços
Equipe SaferNet

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jun
09
2010

Em favor da criatividade já!

Para que o espaço público que é a internet e tudo que nela seja veiculado, esteja cada vez mais ao alcance das pessoas, eis que surge o Creative Commos para estimular a criatividade e diminuir ainda mais as distâncias. Sim, é possível! O Creative Commos funciona da seguinte maneira: Toda vez que você ver o símbolo CC em alguma obra, disco, texto, fotografia e etc…você pode pesquisar de que forma pode divulgar sem que precise de autorização. Afinal, tudo é mais fácil sem mediadores!
 
Muitas vezes a única coisa que a obra, disco, texto, fotografia exigem é que você copie e disponibilize com o nome e a fonte que os criaram. Por exemplo, nós da SaferNet disponibilizamos nossa cartilha Saferdic@as no site: http://www.safernet.org.br/site/prevencao/cartilha/safer-dicas para qualquer pessoa fazer o download! Nosso intuito é que esse conteúdo chegue ao maior número de pessoas, então de que forma fazer isso? Você leu a Saferdic@as se interessou e quer levar para sua escola? É só dar o crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante <http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ e pronto! Gostou da idéia? Quer saber mais sobre o Creative Commos?

Acesse nossa rede social Nética: http://netica.org.br/ veja o vídeo que está na home e deixe sua opinião!

Grande abraço,
Equipe SaferNet Brasil

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