Caros Leitores,
Dando continuidade ao assunto da semana passada, abordaremos hoje os métodos mais comuns da chamada Engenharia Social, no tocante a segurança da informação, segundo os especialistas da Info Wester.
São eles :
Vírus que se espalham por e-mail: criadores de vírus geralmente usam e-mail para a propagação de suas criações. Na maioria dos casos, é necessário que o usuário que receber o e-mail execute o arquivo em anexo para que seu computador seja contaminado. O criador do vírus pensa então em uma maneira de fazer com que o usuário clique no anexo. Uma dos métodos mais usados é colocar um texto que desperte a curiosidade do internauta.
No caso dos vírus que se espalham facilmente, os chamados WORMS (vermes), a engenharia social também pode ser aplicada. Imagine, por exemplo, que um WORM se espalha por e-mail usando como tema cartões virtuais de amizade. O internauta que acreditar na mensagem vai contaminar seu computador e o WORM, para se propagar, envia cópias da mesma mensagem para a lista de contatos da vítima e coloca o endereço de e-mail dela como remetente. Quando alguém da lista receber a mensagem, vai pensar que foi um conhecido que enviou aquele e-mail e como o assunto é amizade, pode acreditar que está mesmo recebendo um cartão virtual de seu amigo. A tática de engenharia social para este caso, explora um assunto cabível a qualquer pessoa: a amizade.
E-mails falsos (scam): este é um dos tipos de ataque de engenharia social mais comuns e é usado principalmente para obter informações financeiras da pessoa, como número de conta-corrente e senha. Neste caso, o aspecto explorado é a confiança. Boa parte dos criadores desses e-mails são criminosos que desejam roubar o dinheiro presente em contas bancárias.
Como acontece na prática? Os sistemas dos bancos são muito bem protegidos e quase invioláveis! Como é inviável tentar burlar a segurança dos sistemas bancários, é mais fácil ao criminoso tentar enganar as pessoas para que elas forneçam suas informações bancárias. A tática usada é a seguinte: o criminoso adquire uma lista de e-mails usados para SPAM que contém milhões de endereços, depois vai a um site de um banco muito conhecido, copia o layout da página e o salva em um site provisório, que tem a url semelhante ao site do banco. Por exemplo, imagine que o nome do banco seja Banco Investimento e o site seja www.investimento.com. O criminoso cria um site semelhante: www.investindo.com ou www.investimentos.com, enfim. Neste site, ele disponibiliza campos específicos para o usuário digitar seus dados confidenciais. O passo seguinte é enviar um e-mail à lista adquirida usando um layout semelhante ao do site. Esse e-mail é acompanhado por um link que leva ao site falso. Para fazer com que o internauta clique no link, o texto da mensagem pode, por exemplo, sugerir uma premiação: “Você acaba de ser premiado com 10 mil reais. Clique no link para atualizar seu cadastro e receber o prêmio”. Como a instituição bancária escolhida geralmente é muito conhecida, as chances de que o internauta que recebeu o e-mail seja cliente do banco são grandes. Assim, ele pode pensar que de fato foi o banco que enviou aquela mensagem, afinal, o e-mail e o site do link tem o layout da instituição. Como conseqüência, a vítima ingenuamente digita seus dados e dias depois percebe que todo o dinheiro da sua conta sumiu! Repare que em casos assim, o golpista usa a imagem de confiabilidade que o banco tem para enganar as pessoas.
Existem outros tipos de ataque de engenharia social além dos citados acima. A questão é séria e mesmo uma pessoa dotada de muita inteligência pode ser vítima. Só para dar uma noção da dimensão do problema, muitos hackers atingem seus objetivos através de técnicas de engenharia social. E tudo porque o humano é um ser que, ao contrário dos computadores, é constantemente afetado por aspectos emocionais.
A melhor arma contra a engenharia social é a informação. De nada adiante as empresas usarem sistemas ultra-protegidos se seus funcionários não tiverem ciência dos golpes que podem sofrer (repare que neste caso, os golpes de engenharia social podem ocorrer não só pela Internet, mas principalmente no próprio ambiente de trabalho). No caso dos usuários domésticos, os pais devem informar a seus filhos sobre os perigos existentes e de igual forma, devem tomar cuidado quando estiverem navegando na Internet.
O grande problema é que muitos internautas, independente da idade, estão “dando seus primeiros passos na Internet” e não têm noção dos perigos existentes nela. Muitos ficam maravilhados com a “grande rede” e tendem a acreditar em tudo que lêem nesse meio. Felizmente, muitos provedores de acesso à Internet e a mídia como um todo tem dado atenção aos golpes existentes na Internet e ajudado na divulgação das formas de prevenção, como fazemos aqui neste espaço e nas campanhas do Uso Responsável da Internet. Mas ainda há muito a ser feito e se governos e entidades especializadas não levarem o assunto a sério, a Internet será tão perigosa quanto andar sozinho num lugar escuro e desconhecido.
Abs e até a próxima semana,
Edgard