jun
30
2009

Qual o seu perfil na rede?

 

Caros Leitores,

Tudo bem como vocês?

Hoje vamos falar de uma recente pesquisa conduzida e tabulada pelo Pew Internet & American Life Project entre 2007 e o começo deste ano, sobre os tipos de usuário da rede.

De um lado uma dona de casa que mal consegue chegar perto do computador – ocupado quase o dia todo por suas filhas -, e cujos hábitos incluem acordar de manhã, ler com calma um jornal e até ligar a TV, mantendo seu celular na maior do tempo em OFF ou sem carga. De outro, as filhas que vivem com seus celulares a tiracolo, geralmente com fone de ouvido. Elas Estudam navegando na WEB, mantém a TV a cabo ligada, teclam no MSN e falam ao celular, além de agendar os próximos compromissos com os amigos via Redes Sociais como ORKUT.

Os perfis descritos acima representam os dois extremos da pesquisa que, entre outras conclusões, provou que o acesso móvel à WEB é um ponto de inflexão na adoção de tecnologias.

Abaixo, as características dos quatro primeiros perfis :

Colaboradores Digitais

São os usuários que mergulham fundo na tecnologia. Quase todos  tem banda larga em casa e mais de 90% tem PC, Laptop e Smartphone. A maior parte tem tocadores de MP3 e quase todos  uma câmera digital, filmadoras ou gravadores digitais. Tem muito tempo de estrada – cerca de 12 anos na rede.

Conectados Ambivalentes

Pertencem a turma que usa bem o e-mail, celular e outras tecnologias para se comunicar, mas tem auto-crítica. Quando vêem televisão ou ouvem música, geralmente o fazem do laptop ou do smartphone. Entretanto, diferentemente dos colaboradores digitais, eles não gostam de misturar muito esta faceta social com trabalho e se sentem incomodados quando solicitados nessa hora.

Media Movers ou “Passadores de Mídia”

São usuários que usam a tecnologia e a Internet para buscar todo tipo de informação – notícias, produtos, dicas de saúde, assuntos de disciplinas variadas – e passam para outros internautas. Costumam ter páginas ou blogs próprios e participam de fóruns e listas de discussão, postando imagens com alguma regularidade. 

Navegantes sem Stress

Estes os chamados veteranos da web – com geralmente mais de 8 anos de experiência -, mas que já aprenderam a domar os mares bravios do ciberespaço, não se deixando dominar. Embora antenados e conectados, tem uma relação bem saudável com a tecnologia.

Na semana que vem, abordaremos as características dos demais perfis.

Este post foi inspirado pelo artigo Inclusão e Exclusão Digital, do caderno de tecnologia do Jornal O Globo – 22/06/2009.

Abs,

Edgard

 

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jun
29
2009

Operação Turko

 

Olá pessoal, hoje estou aqui pra falar de uma iniciativa bem bacana: a operação Turko. É uma ação da Polícia Federal do Brasil, iniciada em maio desse ano, com o objetivo de combater à pedofilia no Orkut, inclusive o nome da operação é uma mistura das letras que formam o nome da rede social mais conhecida aqui no país.

A iniciativa partiu de um relatório da ONG Safernet que continha cerca de 3261 páginas do Orkut que foram denunciadas anonimamente atrás da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos

Foram identificadas 874 conexões de IP (número de protocolo de Internet, que identifica a máquina utilizada para a prática de um crime cibernético) no Brasil e 389 no exterior. A GVT colaborou com as investigações informando os dados dos perfis suspeitos, 80% do que foi passado pela operadora foi utilizado na operação.

O aprofundamento das investigações pela PF permitiu a identificação dos 107 alvos da operação Turko, que resultaram em 92 mandados de busca e apreensão, cumpridos hoje. Até o momento foram presas 10 pessoas em flagrante por posse de material pornográfico infanto-juvenil, cinco delas no Estado de São Paulo, onde foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. 

Abs
Edu

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jun
26
2009

Ainda o PL Azeredo

O projeto de lei 89/2003, conhecido como PL Azeredo – aquele que estabelece procedimentos e penas para crimes praticados pela internet – está em análise por três comissões de deputados.

Para discutir o tema, o relator da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), vai estar em um bate-papo, nesta quinta-feira (25/6), a partir das 10 horas, no site da Agência Câmara (www.agencia.camara.gov.br).

Como levantamos em um post anterior, a proposta apresentada pelo senador Eduardo Azeredo tem gerado bastante discussão, por conta de envolver a quebra da privacidade dos internautas. Houve quem chamou o PL de “AI-5 Digital”, de retrocesso frente à luta pela democratização da comunicação.

O questionamento vale mais que nunca: de que forma podemos combater os cybercrimes, principalmente os que atingem crianças e adolescentes, mas não frear o potencial da web? Qual a sua sugestão?

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jun
23
2009

 

Caros Leitores,

 

Boa tarde!!

 

Inspirado no excelente POST da semana passada sobre a Mega Store de Conteúdos de nossa querida Dani, queria dividir uma nova dica com vocês, que surge como um belo exemplo da disseminação de bons conteúdos na WEB.

Trata-se da BRASILIANA, um projeto que a Universidade de São Paulo vem conduzindo e que tem por objetivo permitir o acesso para a pesquisa e para o ensino da maior coleção de livros e documentos de e sobre o Brasil. Isso foi possível graças a doação do acervo pessoal do empresário José Mindlin, acervo este considerado como a mais importante coleção do gênero formada por um particular. Parte do acervo doado pertencia ao bibliófilo Rubens Borba de Moraes. A BRASILIANA está formada por livros, folhetos, periódicos e manuscritos sobre assuntos brasileiros – literatura (prosa e poesia), história, relatos de viagens, crítica literária e ensaios em geral, filologia, obras de missionários, almanaques, revistas e, até, medicina, história natural, botânica e zoologia.

A BRASILIANA está abrigada em um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo. O projeto de arquitetura tomou como paradigma as mais conceituadas bibliotecas americanas, tais como a Beineke Library da Universidade de Yale, a Morgan Library, a New York Public Library e a Library of Congress, bem como a Biblioteca Nacional de Paris e  além de abrigar os acervos,  garantido as melhores condições de acesso aos seus usuários  e suas atividades regulares de pesquisa, ensino e extensão, o novo edifício será a sede das atividades acadêmicas e culturais do Projeto BRASILIANA USP.

Segundo seus idealizadores, a proposta de formação de uma Brasiliana Digital parte de alguns princípios fundamentais. Para eles, a biblioteca digital que está em construção deve se nortear pelo seu uso esperado: a pesquisa científica e a investigação interessada; a educação formal e informal; o desejo de conhecimento e de formação dos cidadãos. É algo que tem seu ponto de partida a partir do Acervo Mindlin, mas que, em médio prazo, pode  se multiplicar por outras coleções e acervos, tornando-se  um instrumento de multiplicação, de universalização de acesso, de democratização dos meios que permitem uma formulação mais sólida da memória nacional e uma reflexão ampliada sobre a cultura brasileira.

Portanto leitores, vamos divulgar e aproveitar ao máximo esta preciosidade que hoje se encontra ao alcance de nossas mãos, a qual esperamos, sirva de  modelo inspirador para outras alternativas do gênero.

Brasiliana USP : http://www.brasiliana.usp.br

Brasiliana Digital : http://www.brasiliana.usp.br/bd_projeto

Abs e até a próxima semana,

Edgard

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jun
22
2009

Voluntários do Bem em ação

 

Neste último sábado (20) aconteceu mais uma rodada dos bate-papos sobre o Uso Responsável da Internet em escolas públicas de Curitiba. As apresentações são realizadas pelo grupo de colaboradores voluntários da GVT em parceria com o Programa Comunidade Escola da Secretaria de Educação da cidade.

 

Esse trabalho de conscientização em comunidades carentes é bastante importante, pois cada vez mais a população está tendo acesso ao computador e à internet e todo mundo precisa estar atento aos riscos e oportunidades que vai encontrar quando ligar a telinha e se conectar à rede mundial de computadores.

 

Desta vez, as Escolas Municipais que receberam os voluntários foram: Germano Paciornik, Nair de Macedo, Otto Bracarense, Herley Mehl, Paranaguá, Margarida Orso Dallagassa e a Pedro Viriato.

 

Desde as primeiras palestras o grupo de voluntários praticamente dobrou e hoje é formado por 27 colaboradores, todos muito engajados e dedicados, que disponibilizam um pouquinho do seu tempo livre para plantar sementinhas do bem por aí. Até agora mais de 300 pessoas já participaram das conversas e 24 escolas abriram as portas para o grupo. Esse trabalho gerou o reconhecimento da própria prefeitura de Curitiba, que certificou a GVT como parceira do Comunidade Escola.

 

E fiquem ligados: no próximo sábado os bate-papos vão acontecer em mais 8 escolas!!

 

É isso aí, mais uma vez parabéns ao grupo de voluntários!!

 

Abraços

Edu

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jun
18
2009

A mega store de conteúdos

 

Saudações!

 

Hoje iremos tratar de uma das facetas mais sedutoras da internet: a diversidade de conteúdos.

Ptolomeu II do Egito, no século III a.c., criou a Biblioteca de Alexandria, idealizando um espaço que pudesse agrupar  o conhecimento do mundo. Talvez este sonho esteja se concretizando no século XXI com a web. Nunca em tempo algum, uma ferramenta, mecanismo, espaço, publicação conseguiu agrupar tantas informações, tantos conteúdos! (É certo que ainda há muito questionamento acerca destes mesmos conteúdos: veracidade, direito autoral, qualidade…). Nossos pupilos são frutos dessa geração “acesse e conheça” (ou seria “acesse, copie e cole”?). 

 

Segundo a pesquisa Geração Interativa na Ibero América, os conteúdos acessados pelos internautas são relacionados ao lazer. Entre os mais visitados estão os relacionados à música (78%), jogos (50%), humor (36%), esportes (33%) e conteúdo “adulto” (6%). Ou seja, aquela célebre frase que ouvimos em casa: “Preciso de um computador melhor com acesso mais rápido a web para estudar e fazer meus trabalhos escolares” ,foi promovida a uma das maiores mentiras do século! KKK

 

Se pudéssemos dimensionar o uso do computador (web) para fins pedagógicos e educacionais, incluindo as atividades realizadas na escola, teríamos apenas entre 15%  e 20% das horas de navegação destinadas a esta finalidade. Isto sem discutir a qualidade e aproveitamento dessas horas sob a luz das temáticas: informação x conhecimento (somente o acesso à informação garante o conhecimento?); metodologia de pesquisa (ou a falta dela) e o famoso copy & past.

 

De modo que, como item de lazer, a internet deve ocupar um espaço equilibrado na vida de nossos educandos. Nossos filhos precisam também BRINCAR, CORRER, andar de bicicleta, empinar pipa, ir ao cinema, dançar, conversar ao telefone, LER livros, contar histórias, interagir com seus pares fora dos ambientes virtuais… Enfim, precisam descobrir que há vida fora das telas.

 

Sugiro que assistam ao desenho animado da Disney “Wall-E”, que faz uma abordagem muito significativa sobre este comportamento internético de ser. A dificuldade está em viver este novo modelo enquanto pais ocupados que somos, professores atarefados que somos, tios e tias afobados que somos, madrinhas e padrinhos maratonistas que somos.

 

Quem viver verá! Ou será, quem viver navegará?

 

Um abração!

;o)

 

Danielle

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jun
17
2009

Protagonismo juvenil na internet

Você conhece o site Voz dos Adolescentes?

 

É um projeto do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que tem como objetivo estimular a troca de informações entre projetos e ações voltadas para a cidadania dos adolescentes no Brasil. A ideia é dar mais visibilidade aos diversos grupos existentes no País, de forma com que as experiências sejam compartilhadas e discutidas entre os protagonistas juvenis.

 

Além de disponibilizar ferramentas para que os grupos mostrem o que estão fazendo dentro de suas comunidades, o site está promovendo semanalmente bate-papos especiais sobre temáticas ligadas aos direitos dos adolescentes. Hoje, quarta-feira, o tema é “O papel do jovem na construção de uma comunicação mais democrática e participativa”.

 

O chat começa às 16h, e vai ser mediado por Cristina Parente, que tem o título de Jornalista Amiga da Criança, dado pela ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância, em reconhecimento a profissionais da mídia que se destacam na cobertura de temáticas infanto-juvenis. A mediadora de hoje também é coordenadora executiva do programa Jornal e Educação, desenvolvido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

 

Participe!  

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jun
15
2009

Mapa das Redes Sociais

 

Olá pessoal, tudo bem?

Nós sabemos que aqui no Brasil a rede social mais usada e conhecida é o Orkut, não é mesmo? Mas será que o Orkut é tão famoso assim em outros países? Para responder a essa pergunta foi realizado um estudo científico pela IBM Collaborative User Experience, que rastreou 118 países para fazer a pesquisa intitulada Social Networks in the World.

 

Segundo a pesquisa, o Facebook é a rede social mais acessada em 80 países, seguida pela Hi5, que é a mais popular na América Central. O Orkut é preferência, além do Brasil, em outros 3 países: Estônia, Índia e Paraguai.

 

Essa semana foi divulgada uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que afirma que o pessoal de Curitiba, no Paraná, prefere usar a rede mundial de computadores para ampliar suas relações sociais e mostra as facilidades que a internet traz para a comunicação e faz com que ela se intensifique. Segundo o professor da faculdade Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, esses dados sugerem que grande parte das pessoas busca informações através de suas redes sociais e não tanto por mecanismos de busca, pois as redes sociais acabam tendo dados e informações mais úteis e precisos.

 

Vocês concordam com isso? Também procuram informações no Orkut, Twitter, Facebook e outros?

 

Abraços galera

Boa semana e até a próxima segunda!

Edu

 

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jun
10
2009

Amigos virtuais

 

Saudações!

Em nosso post de hoje abordaremos a temática dos amigos virtuais.

 

Segundo a pesquisa Geração Interativa na Ibero América, os  jovens internautas têm amigos virtuais, consideram “divertido” conversar com estranhos e um em cada três participantes já se encontraram presencialmente com eles.

 

Os dados são alarmantes não?

 

E, no entanto, os pais dos internautas pouco interferem nas ações virtuais de seus filhos… Cerca de 5% dos participantes reconhece que seus pais, por exemplo, têm acesso às suas mensagens eletrônicas. A participação dos pais restringe-se a vagos questionamentos sobre o que fazem na rede e sobre tempo despendido para navegação. Os próprios respondentes afirmam que seus pais fazem “vistas grossas” aos movimentos virtuais…

 

Logo, não é de se espantar que 1/3 dos participantes tenha ido ao encontro de um amigo virtual.

 

Quem me dera se eu tivesse a fórmula mágica para passar para os pais…. Seria uma nova “Bill Gates”…

 

O fato é que não há fórmula mágica. O que há (ou deve haver) é um real comprometimento dos pais e educadores acerca do mundo virtual em que seus rebentos estão submersos. Não há mais como “tapar o sol com a peneira” e fingir que não há nada acontecendo!

 

Temos que, num exercício permanente de amor, estar sentados juntos aos nossos filhos, interagindo com eles no mundo real E no mundo virtual, aprendendo este “bendito internêtes” de modo a orientá-los e certamente protegê-los. É como no mundo real, a prevenção ainda é o melhor remédio…

 

E por ai? Você sabe se seu filho tem amigos virtuais? Seus filhos já se encontraram com tais amigos? Foi uma boa experiência? Colabore e compartilhe conosco!!!

 

Ah! E Feliz Dia dos Namorados!

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jun
09
2009

Engenharia Social – Parte II

Caros Leitores,

Dando continuidade ao assunto da semana passada, abordaremos hoje os métodos mais comuns da chamada Engenharia Social, no tocante a segurança da informação, segundo os especialistas da Info Wester.

São eles :

Vírus que se espalham por e-mail: criadores de vírus geralmente usam e-mail para a propagação de suas criações. Na maioria dos casos, é necessário que o usuário que receber o e-mail execute o arquivo em anexo para que seu computador seja contaminado. O criador do vírus pensa então em uma maneira de fazer com que o usuário clique no anexo. Uma dos métodos mais usados é colocar um texto que desperte a curiosidade do internauta.

No caso dos vírus que se espalham facilmente, os chamados WORMS (vermes), a engenharia social também pode ser aplicada. Imagine, por exemplo, que um WORM se espalha por e-mail usando como tema cartões virtuais de amizade. O internauta que acreditar na mensagem vai contaminar seu computador e o WORM, para se propagar, envia cópias da mesma mensagem para a lista de contatos da vítima e coloca o endereço de e-mail dela como remetente. Quando alguém da lista receber a mensagem, vai pensar que foi um conhecido que enviou aquele e-mail e como o assunto é amizade, pode acreditar que está mesmo recebendo um cartão virtual de seu amigo. A tática de engenharia social para este caso, explora um assunto cabível a qualquer pessoa: a amizade.

E-mails falsos (scam): este é um dos tipos de ataque de engenharia social mais comuns e é usado principalmente para obter informações financeiras da pessoa, como número de conta-corrente e senha. Neste caso, o aspecto explorado é a confiança. Boa parte dos criadores desses e-mails são criminosos que desejam roubar o dinheiro presente em contas bancárias.

Como acontece na prática? Os sistemas dos bancos são muito bem protegidos e quase  invioláveis! Como é inviável tentar burlar a segurança dos sistemas bancários, é mais fácil ao criminoso tentar enganar as pessoas para que elas forneçam suas informações bancárias. A tática usada é a seguinte: o criminoso adquire uma lista de e-mails usados para SPAM que contém milhões de endereços, depois vai a um site de um banco muito conhecido, copia o layout da página e o salva em um site provisório, que tem a url semelhante ao site do banco. Por exemplo, imagine que o nome do banco seja Banco Investimento e o site seja www.investimento.com. O criminoso cria um site semelhante: www.investindo.com ou www.investimentos.com, enfim. Neste site, ele disponibiliza campos específicos para o usuário digitar seus dados confidenciais. O passo seguinte é enviar um e-mail à lista adquirida usando um layout semelhante ao do site. Esse e-mail é acompanhado por um link que leva ao site falso. Para fazer com que o internauta clique no link, o texto da mensagem pode, por exemplo, sugerir uma premiação: “Você acaba de ser premiado com 10 mil reais. Clique no link para atualizar seu cadastro e receber o prêmio”. Como a instituição bancária escolhida geralmente é muito conhecida, as chances de que o internauta que recebeu o e-mail seja cliente do banco são grandes. Assim, ele pode pensar que de fato foi o banco que enviou aquela mensagem, afinal, o e-mail e o site do link tem o layout da instituição. Como conseqüência, a vítima ingenuamente digita seus dados e dias depois percebe que todo o dinheiro da sua conta sumiu! Repare que em casos assim, o golpista usa a imagem de confiabilidade que o banco tem para enganar as pessoas.

Existem outros tipos de ataque de engenharia social além dos citados acima. A questão é séria e mesmo uma pessoa dotada de muita inteligência pode ser vítima. Só para dar uma noção da dimensão do problema, muitos hackers atingem seus objetivos através de técnicas de engenharia social. E tudo porque o humano é um ser que, ao contrário dos computadores, é constantemente afetado por aspectos emocionais.

A melhor arma contra a engenharia social é a informação. De nada adiante as empresas usarem sistemas ultra-protegidos se seus funcionários não tiverem ciência dos golpes que podem sofrer (repare que neste caso, os golpes de engenharia social podem ocorrer não só pela Internet, mas principalmente no próprio ambiente de trabalho). No caso dos usuários domésticos, os pais devem informar a seus filhos sobre os perigos existentes e de igual forma, devem tomar cuidado quando estiverem navegando na Internet.

O grande problema é que muitos internautas, independente da idade, estão “dando seus primeiros passos na Internet” e não têm noção dos perigos existentes nela. Muitos ficam maravilhados com a “grande rede” e tendem a acreditar em tudo que lêem nesse meio. Felizmente, muitos provedores de acesso à Internet e a mídia como um todo tem dado atenção aos golpes existentes na Internet e ajudado na divulgação das formas de prevenção, como fazemos aqui neste espaço e nas campanhas do Uso Responsável da Internet.  Mas ainda há muito a ser feito e se governos e entidades especializadas não levarem o assunto a sério, a Internet será tão perigosa quanto andar sozinho num lugar escuro e desconhecido.

Abs e até a próxima semana,

Edgard

 

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